Eu Sou a Protagonista da Minha Vida

Eu Sou a Protagonista da Minha Vida

27 de dez. de 2012

E que venha 2013!!!

Eu estaria sendo injusta se eu dissesse que 2012 foi um ano ruim. Se eu tiver que escolher uma palavra para definir esse ano, acho que diria INTENSO.

Não me lembro de um ano onde aconteceu tantas coisas como neste: Comecei o ano em uma faculdade fazendo Pedagogia, trabalhando na empresa em que estava há mais de três anos em uma função, passei para outra função, mudei de horário, saí da faculdade, fui promovida, outro endereço, outro horário, nova faculdade, novo curso e... termino o ano sem emprego e sem faculdade... Ufa!!!

Claro que fiquei magoada e triste com este desfecho, mas já faz algum tempo que esses sentimentos se esgotaram. Tirando a parte da faculdade que posso considerar como uma decisão minha, já que saí antes de terminar o curso, a parte do emprego me abalou, mas eu tenho certeza que se isso não tivesse acontecido eu teria ficado por mais, sei lá, quantos anos e infeliz, Apesar de gostar do que eu fazia, era difícil sorrir para as pessoas que eu tinha que conviver. Não gosto de falsidade, mas tinha que fazer o jogo do contente, mas se você não cuida da vida dos outros e nem faz comentários maldosos, você nunca será aceito(a) naquele grupinho. E, sinto muito, estou fora de fazer parte deste tipo de  grupo. Eu jamais puxaria saco ou iria contra o que acredito para fazer parte da turma. Fiz isso na adolescência e no início da vida adulta com "amigos" e nunca mais pretendo me tornar outra pessoa para ser aceita por alguém.

Talvez seja por isso que não me adaptei a faculdade. Adorava o curso de História, adorava saber como as coisas aconteceram, mas não conseguia entender como pessoas adultas se comportavam como se estivessem no ensino médio. Talvez em algum outro curso eu até pudesse entender e aceitar, mas na área da educação acaba criando um sentimento de frustração de saber que esses serão os professores do futuro. Não, não dá, não consigo entender e aceitar.

Claro que eu pretendo voltar a estudar. Terminar uma faculdade pra mim é uma questão de honra, mas não sei mais o que quero fazer, ou melhor, acho que a frase certa é: "Eu não sei mais o que eu DEVO fazer" porque tenho que ser realista e pensar que estudar pelo prazer talvez eu consiga daqui há alguns anos, se estiver em uma situação financeira melhor, mais segura ou até aposentada. Mas dependendo da entrevista que faço e falo que fazia Pedagogia e estava fazendo História, as pessoas me olhavam como se eu fosse um ET.

Mas eu não descarto totalmente a hipótese de voltar a fazer Pedagogia. É um campo que, mesmo pagando pouco, tem mercado. Mas se só for para trabalhar como professora, só se for com os pequenininhos porque não tenho paciência para adolescente.

Quanto ao trabalho, alguma coisa vai aparecer, espero que boa, é claro. Não estou mais paranoica, ou pelo menos, tento não ficar senão piora.

O que me incomoda realmente, é que com tantas aulas de Sociologia, eu acho que perdi um pouco a Fé. Eu continuo acreditando em Deus, e o que eu pensava sobre religiões só reforçou, continuo achando que é uma invenção dos homens para manipular outros, mas aquela crença, aquele desejo, aquela esperança, enfim, a Fé propriamente dita foi drasticamente abalada. Cada vez que tento conversar com Deus me sinto tão falsa, tão hipócrita e tão interesseira que me sinto envergonhada e desisto porque acho que não tenho esse direito.

Continuo simpatizante do Kardecismo, mas nada do que li, estudei sobre o assunto ou mesmo as mensagens de Chico Xavier que é uma pessoa que eu sempre admirei, fazem mais efeito sobre mim. Me sinto oca.

E eu era bem mais feliz antes, quando eu acreditava que tudo o que eu estava vivendo era uma fase para a minha aprendizagem. Talvez lá no fundo, eu ainda acredito, mas acho que estou cansada de sempre sentir o gosto das coisas e elas serem arrancadas de mim bruscamente.

Mas preciso recuperar a Fé, principalmente a Fé em mim. Se eu mesma não tenho Fé em mim como outros vão ter? Aí é óbvio que sempre aparece pessoas que se acham especialistas em Rita e acham que estou sentindo uma coisa que não estou e quase me sinto culpada por isso.

Claro que fico preocupada com a situação de não ter um emprego. Mas eu não estou pensando em me matar por isso. Minha tristeza é bem menor do que há um ano atrás quando meus dois gatinhos (Troy e Penelope) morreram em um prazo de três meses. Com certeza minha tristeza é muito menor do que quando meus pais morreram ou quando tive que deixar o bairro onde eu morei minha vida inteira para ir para um lugar que é bem diferente do que eu estava acostumada.

Mas por outro lado, estou até feliz com alguns exageros que fiz e, mesmo o dinheiro só saindo, me fiz uns mimos que se eu estivesse trabalhando, ia ficar pensando e pensando e não ia fazer. Gente! Eu comprei roupas, coisa que eu não fazia desde que precisei comprar quando fui promovida, mas não sei explicar, não foram do meus gosto e nem da minha vontade. Agora eu pude escolher com calma, do jeito que eu queria e, finalmente, consegui trocar o meu computador que eu tanto queria e ainda paguei a vista, muito chique né?

Agora o que me falta é arrumar um novo emprego, ter de volta a minha rotina e voltar a estudar, que é a única coisa nesta vida que me faz sentir útil porque é quando estou estudando que parece que realmente eu estou me dedicando a mim.

Fora isso eu quero muita saúde e disposição porque, afinal, já está bom de férias pra mim, por enquanto, rs.

Então que venha 2013!!!

2012 eu vou lembrar de você para sempre como um divisor de águas. Cada vez que eu me sentir acomodada e muito bem alojada na minha zona de conforto, eu quero lembrar de você para que eu possa correr atrás de alguma coisa, antes que aconteça algo vindo sei lá de onde e me dê uma rasteira para que eu me movimente. Se era essa a lição que eu precisava, acho que desta vez eu aprendi rs.









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