Sempre fui uma pessoa impaciente... uma das primeiras recordações que tenho de quando era muito pequena foi a do meu pai tentando me ensinar a dançar. Como todo cavalheiro, ele tentava conduzir a dama, que era eu, ainda um toquinho de gente, mas eu já achava que já tinha aprendido e já queria sair dançando do meu jeito e levando meu pai comigo kkk. Hoje é uma lembrança engraçada, mas o rótulo de impaciente me persegue até hoje.
Talvez seja por isso que na faculdade acabo me precipitando e quando vou ver já fiz a maioria dos trabalhos sozinha porque não tenho paciência para ficar esperando a boa vontade das pessoas que adoram deixar para a última hora.
No trabalho, as vezes até ajuda porque antecipo prováveis situações e isso agora tem o nome de pró-atividade, mas se passa um pouco da dose, vira um problema.
Com namorados... bom, com namorados é óbvio que isso assusta os homens e explica o por quê dos meus relacionamentos não durarem muito kkkk. Não tenho tempo a perder, só continuo se está bom, quando não está, prefiro ficar sozinha.
De uma maneira geral, eu melhorei muito, mas ainda sei que preciso melhorar muito mais porque a maioria das coisas não depende só da gente. E na semana que vem será uma semana de espera... aliás, já está sendo. Não quero entrar em detalhes, mas tive uma notícia boa nesta semana, mas tenho que aguardar mais orientações e eu já fico aqui atormentada querendo que tudo se resolva logo.
Bom, dizem que a melhor maneira da gente curar um vício (acho que a impaciência pode, de certa forma, ser considerada assim) é admitir que somos assim e queremos mudar. Então terei tempo nesses dias para trabalhar isso na minha cabeça tentando arrumar várias atividades para não ficar pensando tanto no assunto.
Por isso, resolvi escrever para colocar parte do que estou sentindo agora para depois abstrair e não mais me permitir ser consumida pela ansiedade e espero sair vitoriosa dessa minha batalha interior.
